O Processamento dos Alimentos
Noções básicas de higiene:
A Unidade de Desidratação (sala de processamento mais secadores) deverá ser instalada em local com um mínimo de infra-estrutura, como água potável, piso lavável, instalações hidráulicas, mesa de aço inox ou revestida de azulejos.
As pessoas envolvidas diretamente com processamento das frutas devem ter muito asseio pessoal. As mãos e as unhas devem estar bem limpas e os cabelos protegidos, para evitar que caiam sobre o produto. Se possível, usar guarda-pó ou uma vestimenta só para esse serviço.
Os utensílios e ferramentas utilizados no processo devem ser lavados e bem limpos.
Etapas de manipulação:
As frutas devem estar bem maduras, provenientes de uma maturação natural. Antes de serem descascadas, as frutas devem ser bem lavadas em água corrente, para garantir a boa qualidade do produto sem contaminações.
As frutas descascadas devem ser colocadas de forma ordenada nas bandejas, deixando-se um pequeno espaço entre elas para circulação do ar de secagem. Manusear o produto o mínimo possível, deixando para selecionar após estar seco.
Inicialmente ocorrerá uma grande evaporação, por causa da elevada umidade do produto, podendo ocorrer condensação no vidro do secador. Neste caso, o operador deve aumentar a circulação interna do ar no secador, abrindo parcialmente as portas de ventilação. Lembrar de secar a umidade noturna (condensação de água) no vidro do secador, com pano de algodão limpo.
Após um tempo variável entre 36 a 72 horas de secagem, específico acada alimento, observa-se que o produto encolheu, perdendo água e diminuindo no tamanho, e encontra-se com menos de 25 % de umidade, recomendada para uma boa conservação do produto. Influenciam no tempo de desidratação a carga do secador solar, o tamanho das partículas a serem desidratadas, o tipo da fruta, a umidade do ar externo... Na época das chuvas é melhor cortar as frutas em pedaços menores, auxiliando numa secagem mais rápida, apesar de ocupar mais área no secador.
Observando-se que o produto está nas condições desejadas (menos de 25% de umidade) deve-se recolhê-lo num recipiente onde resfriará, sempre coberto por um pano de algodão limpo e seco.
Embalagem:
Procura-se usar embalagens úteis, recicláveis, bonitas e que tenham a ver com o produto e/ou com a região, possibilitando a apresentação de uma embalagem artesanal, que gere emprego local e use materiais renováveis...
Armazenamento:
Em latas ou lugar seco e fresco.
Comercialização:
Visto que apenas 12% da demanda de frutas secas nesse momento é atendida e a riqueza nutricional das frutas, este produto tem amplas possibilidades de comercialização, ou seja, na própria comunidade produtora, no comércio local e/ou exportação.
Aproveitamento do Leite
Como Pasteurizar o Leite
Podemos trabalhar na feitura dos queijos com leite cru ou pasteurizado (cozido). Trabalhar o leite cru já é uma prática comum entre os que fazem queijos nas fazendas.
Pasteurizar o leite deve ser uma prática nova, que vai garantir uma qualidade melhor do leite e isto não implicará em custos maiores para o produtor. No leite pasteurizado todas as bactérias ruins do leite são eliminadas permanecendo as boas.
Para pasteurizar o leite, através do processo de pasteurização lenta, basta seguir os passos seguintes:
Esquentar o leite em uma vasilha, colocando-a direto ou em banho-maria no fogão até atingir temperatura, de 65º C. Depois de atingir esta temperatura, manter nos 65 graus por 30 minutos. Para isto basta colocar a chama do fogão o mais baixo possível.
Depois dos 30 minutos, abaixar a temperatura do leite para 37 graus centígrados (37º C) o mais rápido possível, colocando a vasilha do leite em água corrente. Quando atingir a temperatura de 37º C, o leite estará pasteurizado e pronto para ser trabalhado.
Receita Básica para o Queijo Minas Frescal
10 litros de leite
2,5 ml de cloreto de cálcio
2 tampinhas de coalho
1 colher de sopa rasa de sal
No leite a 37º C, acrescentar o cloreto de cálcio que é um produto que repõe o cálcio do leite, que se perdeu quando se fez a pasteurização. Usar, para medir o cloreto de cálcio, uma seringa de injeção, separada só para este uso. Misturar bem o produto ao leite, mexendo por 1 minuto. Em seguida, de acordo com as instruções da fábrica do coalho, dissolvê-lo em 1 copo de água morna já com uma colher de sal e adicionar tudo ao leite e mexer sem parar, por mais 1 minuto.
Deixar a massa coberta, tentando manter a temperatura de 37º C. A massa deverá ser trabalhada em 45 ou 50 minutos. Cortar a massa em blocos de 2x2x2 centímetros e mexer vagarosamente, por 20 minutos. Logo após mexer, separar a massa numa peneira forrada com um pano ?volta ao mundo? (nylon) e colocar em formas com fundo sem apertar. Colocar um pouco de sal sobre a superfície. Depois de meia hora virar e colocar sal no outro lado.
O queijo deve ser colocado em geladeira para manter o seu frescor. Desenformar o queijo só no outro dia, quando então deverá ser colocado em saco plástico limpo.
Este queijo, por ser feito de leite pasteurizado, tem uma vida mais longa e rende mais que o queijo comum. Em média, consegue-se 2 queijos de 1 Kg com 10 litros de leite.
Queijo Meia-Cura
O queijo meia-cura é um tipo semelhante ao curado, só que a massa é semi-cozida. A receita caseira dele é a mesma do queijo minas frescal. Portanto, pasteurizar o leite da mesma maneira do frescal e ao fazer o queijo, usar os mesmos ingredientes da receita anterior.
O processo se altera quando, depois de mexer, tem que ser retirado 1/3 do soro e acrescentada em seu lugar, a mesma quantidade de água quente até a temperatura de 80º C. Mexer a massa com esta água, por mais 5 minutos. Separar a massa do soro e colocar nas formas, apertando com as costas das mãos. Colocar sal nos dois lados do queijo. Retirar da forma no dia seguinte e deixar curar em lugar fresco e ventilado.
Este queijo, tanto pode ser comido ainda fresco, quanto curado ou ter outros usos na cozinha.
Receita Básica de Ricota
10 litros de soro de queijo
¾ de copo de suco de limão, vinagre ou soro azedo
sal (opcional)
Colocar o leite, já medido, para ferver o mais rápido possível, até atingir a temperatura de 93º centígrados, ou seja, quando começar a subir fervura. Neste momento, misturar um dos ingredientes sugeridos e mexer, vigorosamente, por 1 minuto. Deixar esfriar, e, em seguida, passar tudo por um pano fino (volta ao mundo). A massa ficará seca em mais ou menos 6 horas.
A ricota pode ser usada de diversas formas, tanto para ser consumida pura, com um pouco de sal e temperos verdes, quanto para tortas e doces.
Ricota Árabe
10 litros de leite cru
4 copos de coalhada síria
Ferver o leite. Deixar esfriar até 43º C e adicionar a coalhada síria, mexendo energicamente, por 1 minuto, sem parar. Tampar bem ou cobrir com um plástico e colocar em lugar protegido do frio. O leite deve estar coalhado em 6 horas, mais ou menos.
Depois da coalhada pronta, voltar ao fogo até levantar fervura e deixar descansar até esfriar. Passar pelo pano ?volta ao mundo?, até secar. A massa está pronta para ser enformada e esfriada ou ser utilizada para chanclish e arish.
Chanclish (Bolinha de Ricota Árabe)
Massa pronta da ricota árabe, temperar com sal a gosto. Fazer bolas (tamanho de limão) e colocar em peneira de palha ao sol por 3 a 4 dias. Limpar o bolor de vez em quando. Uma vez as bolas bem durinhas, temperar com zatar (tempero árabe: mistura de orégano, alfavaca e gergelim).
Arish (Bolinha de Ricota Árabe)
Massa pronta da ricota árabe. Temperar com sal a gosto. Fazer bolinhas (tamanho bola de gude) e colocar em peneira de palha à sombra para secar. Passar ou não zatar. Acomodar em vidro esterilizado e cobrir com óleo de boa qualidade (girassol, milho ou arroz) ou azeite de oliva. Fechar bem e armazenar em local fresco e arejado.
Queijo Mussarela
Este é o queijo de origem italiana, onde o leite passa por processos que duram cinco dias, para se obter o produto final.
Para iniciar o processo de feitura do queijo, é necessário buscar, em alguma fábrica das redondezas, o ?fermento?, que vem a ser o soro do queijo, que já foi feito e que passou por um processo de aquecimento leve, para que ele possa fermentar.
Receita Básica
10 litros de leite
fermento (mais ou menos 1 copo)
coalho líquido.
Aquecer o leite à 37º C.
No fermento do dia anterior, colocar a quantidade de coalho recomendado no rótulo do produto (2 tampas para 10 litros de leite). Mexer por 1 minuto e aguardar 45 minutos, até o leite talhar. Mexer por 20 minutos e guardar um pouco do soro, para ser transformado em fermento, no dia seguinte.
Tirar 1/3 do soro da massa e acrescentar água quente a ela. Esta água vai fazer a massa ficar cozida. Escoar toda esta massa numa peneira, coberta com um pano de queijo e deixar descansar sobre uma vasilha até o outro dia de manhã.
No 2º dia, cortar a massa em fatias finas e com água quente amolecer a massa e esticar, levantando de dentro da vasilha. Moldar a massa em formatos que desejar: formas de 1 ou 5 quilos, trancinhas, nozinhos... Colocar o queijo, já pronto, na salmoura, que já deverá estar preparada. O queijo, dependendo do tamanho, fica de seis a 20 dias neste líquido.
Salmoura
5 litros de água
1 quilo de sal
Ferver a água com o sal, por uma hora, deixar esfriar. A salmoura tem que ser preparada com antecedência, para não estragar o queijo. Quando a salmoura ficar fraca, acrescentar mais sal. O queijo, depois de passar pela salmoura, deve ser embalado em saco plástico e guardado em geladeira ou até mesmo em freezer.
Requeijão Cremoso
3 litros de leite cru ou pasteurizado
½ xícara (chá) de vinagre ou suco de limão coado
3 colheres (de sopa) de margarina ou manteiga
3 colheres (de sopa) de leite em pó
azeitonas pretas (opcional)
Aquecer o leite até começar a subir (antes de abrir fervura)
Separar ½ copo deste leite.
Voltar o leite ao fogo, quando voltar a subir, adicionar o vinagre, ou limão mexendo rapidamente, e retirando de imediato do fogo.
Deixar repousar por 2 minutos. Separar a massa num coador.
Bater no liquidificador a massa com os outros ingredientes e com o leite que foi separado no início, por 10 minutos.
Se gostar, acrescentar a esta massa, no liquidificador, azeitonas sem semente ou cebolas ou alho fresco.
Iogurte
É comum em áreas rurais ou urbanas tomar uma coalhada, que vem a ser o leite talhado naturalmente, que é consumido in natura ou com açúcar e geléias.
Uma outra forma de transformar o leite, tipo coalhada, é acrescentar a ele o Lactobacilus sulgaricus e S. thermophilus. Com o acréscimo destes elementos naturais à massa, o iogurte fica mais consistente e mais adocicado que a coalhada.
Depois de preparado, o iogurte pode ser repetido usando ?um pé? ou ?uma isca? do iogurte que foi preparado anteriormente.
No iogurte natural pode ser adicionado mel, açúcar, geléias caseiras ou cereais tipo granola.
Receita Básica
3 litros de leite
1 pacote de fermento láctico ou 1 copo de iogurte natural
Ferver o leite até 100º C e deixar esfriar em seguida até 40, 45º C. Acrescentar o fermento láctico ou iogurte natural e pôr a vasilha com o leite em um local quente, bem fechada e enrolada num saco plástico. O leite se transformará em iogurte em mais ou menos cinco ou seis horas.
Receita Básica de Doce de Leite Cremoso
150 gramas de açúcar cristal
1 litro de leite
casquinhas de limão (opcional)
Colocar o leite cru num tacho e deixar levantar fervura. Se quiser um doce de leite mais liso, colocar o açúcar, assim que o leite ferver, e se quiser um doce menos liso e mais ?grumento?, deixar o leite ferver, até ficar pela metade, e, então, acrescentar o açúcar, que já estava pesado e separado.
O doce de leite estará bom quando, ao mexer o tacho, pode-se ver o fundo do mesmo. Colocar o doce, ainda quente, em vidros esterilizados, com tampas esterilizados e ferver por 40 minutos, em banho-maria.
Receita Básica de Doce de Leite em Pedaços
250 gramas de açúcar
1 litro de leite
casquinhas de limão (opcional).
Colocar no leite, já aquecido, o açúcar, já pesado, e acrescentar as casquinhas de limão, se assim o desejar. Quando começar a borbulhar, fazer vários testes, colocando pingos grossos do doce em uma vasilha rasa com água: se, ao juntar a massa, esta ficar dura, o doce estará pronto para ser batido.
Para bater a massa do doce aconselha-se colocar o tacho em cima de um pneu, para facilitar a batedura.
Quando o doce estiver quase ?morrendo? (ficando esbranquiçado e formando ondas que não se desfazem) colocar a massa em um folhão, já previamente untado com manteiga ou margarina.
Para conseguir fazer o doce ficar bonito enfiar a mão num saco plástico vazio e fazer a massa ficar igual na vasilha.
Cortar o doce quando estiver frio e, se, por acaso, o doce não der o ponto procurado, voltar com a massa ao fogo para obter um ponto melhor.
A este doce também pode ser acrescentado amendoim, coco, baru...
Compotas
Compotas são frutas em calda. Podem ser feitas para utilização imediata, colocadas em recipientes comuns, em geladeira. Mas a conservação desses doces, fora de refrigeração, exige armazenagem em vidros de boca larga, esterilizados, com tampas bem vedantes, também esterilizadas passando por um processo de pasteurização. Dessa maneira, com bastante higiene e pasteurização, esses doces poderão ser conservados, fora da geladeira, por período de tempo mais longo (um ano ou mais).
De acordo com o paladar, os doces poderão conter maior ou menor quantidade de açúcar. Hoje em dia, busca-se doce de melhor qualidade, com menos açúcar, ou com uso de adoçantes.
Diversas frutas se prestam para excelentes doces: goiaba, jaca, manga, limão, laranja, figo, carambola, mamão, caju, araticum, pêssego, abacaxi...
Para doces de jaca, manga, goiaba, laranja, limão e mamão verde é preciso preparar a calda de antemão e figo, caju e carambola são colocados em água quente junto com o açúcar: são doces mais demorados (levam, às vezes, um dia inteiro em fogo baixo ou algumas horas por dia, em três ou quatro dias).
Relação de água e açúcar para a calda
Calda rala 1 litro de água e 300g de açúcar
Calda média 1 litro de água e 500g de açúcar
Calda grossa 1 litro de água e 800g de açúcar ou partes iguais (em litros: 1 litro de água e 1 litro de açúcar)
Receita Básica de Compota
1quilo de frutas (maduras e firmes)
300 a 500g de açúcar
1 xícara (chá) de água
Lavar bem as frutas e cortá-las. Colocar camadas de frutas e açúcar em tigela de louça ou vidro. Deixar repousar uma noite (forma uma calda). Levar ao fogo a fruta com a calda e a água, deixando ferver por 5 minutos. Colocar num vidro esterilizado e ferver em banho-maria por 10 a 15 minutos. Retirar as bolhas de ar com faca de aço inoxidável e fechar bem. Deixar ferver até completar o tempo de cozimento, de acordo com o tamanho do vidro.
Tabela de cozimento
Vidro de meio litro 15 minutos
Vidro de um litro 30 minutos
Vidro de dois litros 1 hora
Compota de Manga
2 litros de água
1,6 quilos de açúcar cristalizado
canela (folhas ou rama)
6 mangas grandes, sem fibras, cortadas no sentido do comprimento.
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela grande, a água, o açúcar e canela para fazer uma calda grossa. Ao atingir o ponto de fio, colocar as mangas e desligar o fogo. Com cuidado, retirar os pedaços de manga para vidros previamente esterilizados, ainda quentes, e despejar a calda até 1 cm antes da borda. Fechar bem e ferver em banho-maria, por 40 minutos, em fogo médio.
Compota de Goiaba
2 litros de água
1,6 quilos de açúcar cristalizado
3 quilos de goiabas firmes, sem casca e sem sementes, cortadas ao meio (canoinhas).
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela grande, a água e o açúcar para fazer uma calda grossa. Ao atingir o ponto de fio, colocar as goiabas e deixar em fogo médio, até ficarem macias. Com cuidado, retirar os pedaços, arrumar em vidros, previamente esterilizados (ainda quentes), e despejar a calda até 1 cm antes da borda. Fechar bem e ferver em banho-maria, por 40 minutos, em fogo médio.
Reservar a polpa das sementes para fazer geléia.
Compota de Jaca
1 jaca dura sem sementes(abrir com a mão ou usar faca inox)
2 litros de água
2 quilos de açúcar cristalizado
cravos (fechados em um saquinho, para facilitar o descarte do tempero).
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela inox, a água, o açúcar e os cravos, e fazer uma calda grossa. Acrescentar a fruta e deixar cozer por meia hora. Colocar em vidros esterilizados e quentes, tampar e colocar imerso totalmente, em água quente, numa vasilha funda, em fogo alto, até ferver. Abaixar o fogo e manter em água fervente, por 40 minutos.
Compota de Laranja
20 laranjas (só a entrecasca branca já curtida e escorrida)
2 litros de água
2 quilos de açúcar cristalizado
cravos (fechados em saquinho)
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela inox, a água, o açúcar e os cravos. Fazer uma calda grossa. Acrescentar as frutas e deixar em fogo brando, até ficarem macias. Pode-se fazer em algumas horas por dia, em vários dias.
Proceder como de praxe, para colocar em vidros.
É hábito usar laranja-da-terra, toranja e pomelo por causa da entrecasca (parte branca) espessa. Mas, existem laranjas caipiras, de entrecasca espessa, que podem ser utilizadas. Colher a fruta de vez (nem verde, nem muito madura). Passar em ralo fino, para tirar uma casca bem fina (pode ser com uma faquinha bem afiada). Cortar a laranja em quatro e tirar o miolo. Colocar a entrecasca em uma vasilha com água, que deve ser trocada várias vezes, por três ou quatro dias, até perder o amargor.
Compota de Mamão Verde
(fitas enroladinhas formando rosinhas)
Preparo da fruta: colher o mamão verde, novo e, em seguida, abrir e limpar. Esfregar uma esponja de aço (tipo bombril) para tirar a película externa. Cortar em tiras na longitudinal, colocar ao sol, numa apá (espécie de peneira), durante uma tarde, para murchar. As tiras murchas ficam maleáveis para enrolar. Uma vez enroladinha, passar uma linha grossa (com auxílio de uma agulha) pelo meio, para firmar. Fazer assim, cordões de rosinhas, com umas trinta em cada um. Feito isto, colocar primeiro em água fria, por duas horas e depois em água fervente para amolecer e tirar o amargor.
1 mamão verde de tamanho médio (rosinhas ou cubinhos)
2 litros de água
2 quilos de açúcar cristalizado
canela (folhas ou rama).
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela inox, a água com o açúcar e canela e deixar ferver até o ponto de fio. Colocar as frutas e deixar ferver em fogo baixo, até ficarem transparentes.
Quando o doce estiver no ponto, retirar os fios, para colocar nos vidros e seguir os mesmos procedimentos para acondicionar.
Compota de Figo Verde
Preparo da fruta: colher a fruta quando tiver um pontinho roxo. Colocar em água quente e ferver até ficar macia. Esfriar rapidamente, em água fria, e colocar num freezer, para congelar. Ao retirar do freezer, passar em água corrente, retirando a casca peluda. Voltar o figo ao fogo, em água fria, deixar ferver, para voltar a cor do fruto.
2,5 quilos de figos já preparados
2 litros de água
2 quilos de açúcar cristalizado
canela (folhas ou rama)
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela inox, a água com o açúcar e a canela. Quando estiver fervendo, colocar as frutas escorridas, porém quentes. Deixar cozer, em fogo brando, até amolecer. Acondicionar em vidros, conforme procedimento já explicado.
Para secar os figos: reforçar a calda e depois que estiver bem grossa e os figos bem intumescidos, cheios de calda, passar por peneira, deixar secar ao sol e passar por açúcar refinado ou cristalizado, a gosto.
Compota de Caju
Preparo da fruta: Colher a fruta madura e com uma faquinha bem afiada retirar as caretas (pontos duros do cabinho e da inserção da castanha). Furar bem a fruta e espremer com a mão, com cuidado, para retirar o sumo.
2,5 quilos de cajus já preparados
2 litros de água
2 quilos de açúcar cristalizado.
Levar ao fogo, em tacho de cobre ou panela inox, a água com o açúcar. Quando estiver fervendo colocar as frutas.
Deixar ferver e abaixar o fogo. Quanto mais tempo o caju ficar no fogo, mais avermelhado ficará o doce.
Acondicionar em vidros, conforme procedimentos já explicados.